Vice-governador de Pernambuco, Raul Henry (PMDB), em entrevista a Assis Ramalho (Foto/arquivo do blog)
Considerado um dos principais articuladores de Paulo Câmara (PSB) neste período de transição, o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry (PMDB), lançou mão da diplomacia política para amenizar asdeclarações dada pelo senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) momentos antes do anúncio do novo secretariado. Escolhendo a dedo as palavras, para evitar atritos, Henry colocou ‘panos quentes’ e afirmou que o descontentamento do ex-ministro da integração é natural ao ambiente político. “São coisas do momento. A emoção fala mais alto”, considerou.
“A política naturalmente é uma atividade onde as pessoas procuram ocupar espaços políticos. É da natureza da atividade as pessoas buscarem ocupar um espaço maior. Vejo isso como um anseio natural de quem faz política”, analisou Henry, rebatendo o questionamento da ambição de FBC em acomodar aliados dele nas secretarias do Estado.
Nas últimas semanas, o vice-governador e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, atuaram como conselheiros de Câmara no processo de escolha da nova equipe. Geraldo ligava pessoalmente para alguns dos secretários para iniciar as conversas. Em seguida, Câmara fazia os convites.