segunda-feira, novembro 04, 2019

MEC libera R$ 115 milhões para aumentar acesso à internet nas escolas e viabilizar Enem digital




O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou, nesta segunda-feira (4), que a pasta liberou cerca de R$ 115 milhões para aumentar o número de escolas com acesso à internet. O objetivo é viabilizar a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em versão digital em todo o país, até 2026.

"Para o Brasil ter o Enem digital, a gente precisa dar condições para todos os jovens e crianças estarem iguais, estarem familiarizados com computador (...). Precisa estar conectado à internet. Estamos seguindo o fluxo, apesar de ser uma coisa óbvia, mas nunca foi feita a expansão", afirmou Weintraub, durante coletiva de imprensa em Brasília.

Segundo Jânio Carlos Endo Macedo, secretário de educação básica do MEC, a verba liberada é dividida em duas partes:

R$ 82,6 milhões serão direcionados a 24.500 escolas que ainda não têm conexão com internet de banda larga;
R$ 32 milhões irão para colégios que já possuíam acesso à internet, para que continuem conectados.

Além disso, o governo afirma que 7 mil escolas rurais já estão recebendo sinal via satélite.

Pré-requisitos para escolas

Para receber a conexão por banda larga, as escolas necessitam:

ter mais que 15 alunos;
disponibilizar, no mínimo, três computadores para uso dos estudantes;
possuir um computador administrativo;
apresentar ao menos uma sala de aula em funcionamento.

Os recursos serão liberados por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento e Educação (FNDE). A transferência do valor deverá ser feita diretamente para as escolas municipais e estaduais.

A escolha das instituições de ensino beneficiadas ficará a cargo do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec) e do PDDE Interativo (ferramenta de apoio à gestão escolar).

Enem digital

Em julho de 2019, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enem deixaria de ser aplicado em papel a partir de 2026.

A transição para a versão digital começará, segundo o órgão, em 2020, com um projeto-piloto para 50 mil candidatos, de 15 capitais.

A seguir, confira os principais pontos das mudanças anunciadas naquela data:

A aplicação digital em 2020 será em 15 capitais brasileiras: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP);
A adesão dos candidatos será opcional no ato de inscrição, até um total de 50 mil participantes, o equivalente a 1% do total de inscritos;
O valor da inscrição será o mesmo para todos os participantes;
O Inep estima investir cerca de R$ 20 milhões no projeto-piloto de 2020, e não pretende comprar novos computadores, mas sim usar equipamentos de instituições de ensino localizadas nas cidades participantes;
Entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto e participação opcional;
A partir de 2026, o Enem será 100% digital;
Tanto as provas objetivas quanto a prova de redação serão feitas em formato digital no piloto;
O Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) só passará ao formato digital a partir de 2026.

Conteúdo do Enem 2019

Durante a coletiva de imprensa, o ministro não comentou sobre o Enem 2019. No domingo (3), mais de 3,9 milhões de candidatos responderam a 45 questões de Ciências Humanas e a 45 de Linguagens.

O Enem é conhecido por ser um exame focado em interpretação de texto e, na edição de 2019, essa característica esteve ainda mais presente. Mesmo nas questões de história e geografia, a maioria das respostas podia ser deduzida a partir dos enunciados e dos textos de apoio, segundo professores ouvidos pelo G1.

Entre os temas abordados nas questões, estavam:

Música "In this life", da cantora americana Madonna
Canção "O blues da piedade", de Cazuza e Frejat
O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser
Trecho do livro "1822", de Laurentino Gomes, sobre Maria Quitéria, heroína da Guerra da Independência
Poema "Lua enlutada", da escritora brasileira Hilda Hilst
Bullying
Anorexia
Liberdade de expressão e discursos de ódio nas redes sociais
Refugiados
Direitos do idoso
Exposição de crianças na internet pelos pais, desde a gravidez
Relação entre agrotóxicos e a morte de abelhas, e como a produção agrícola pode crescer de forma mais sustentável

Redação

Os candidatos também fizeram a redação, cujo tema foi "Democratização do acesso ao cinema no Brasil". Na avaliação de professores ouvidos pelo G1, a proposta foi "inesperada, atual e fácil". Leia os comentários dos docentes.

A prova contou com quatro textos motivadores:

um trecho do artigo "O que é cinema", de Jean-Claude Bernardet;

um trecho do texto "O filme e a representação do real", de C.F. Gutfreind;

um infográfico do periódico "Meio e Mensagem", sobre o percentual de brasileiros que frequentam as salas de cinema;

e um trecho do texto "Cinema perto de você", da Ancine, a agência do governo brasileiro para o audiovisual. O excerto citava que que o Brasil ocupa uma posição ruim - 60º lugar - na relação de habitantes/sala de cinema. Há pouco mais de 2 mil salas, uma queda em relação à década de 1970.

O ministro da Educação também optou por não comentar a foto de uma prova do Enem, divulgada antes dos primeiros candidatos deixarem o local de provas.

No domingo, ele havia informado que um funcionário responsável por aplicar a prova registrou a imagem e a fez circular pelas redes sociais.

"A gente supõe que essa pessoa pegou a prova de ausentes e tirou foto da página da redação. (...) Agora ele vai ter que responder na Justiça. Vamos pegar essa pessoa e vamos atrás dela" - Abraham Weintraub

Por G1

Acidente mata uma pessoa e deixa outras três feridas em Taquaritinga do Norte, PE


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 22 acidentes no fim de semana, em rodovias federais de Pernambuco, com 44 veículos envolvidos. No total, 28 pessoas ficaram feridas, aplicadas 10 multas por alcoolemia e 9 pessoas foram detidas.

Na BR-104, em Taquaritinga do Norte, uma pessoa morreu e três ficaram feridas em um acidente na madrugada deste domingo (03). Dois veículos bateram de frente. Quatro pessoas foram socorridas pelo Samu para o Hospital Municipal Nossa Senhora de Fátima, em Toritama.

José Erisvan Alves de Brito, 21 anos, motorista de um dos veículos, não resistiu aos ferimentos e faleceu. O Corpo de Bombeiros também atuou na ocorrência.

Por Pernambuco Notícias

Pai e filho são assassinado a tiros no centro de Vertentes (PE)


Duas pessoas foram assassinadas na noite deste último domingo (3) em Vertentes, região agreste do Estado de Pernambuco. As vítimas foram pai e filho.

Os dois foram mortos no centro da cidade. Os corpos de Armando de Lima Silva, 46 anos, e Jackson Inácio da Silva, 19 anos, foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.

Segundo informações, o crime foi praticado por quatro criminosos desconhecidos, que chegaram ao local em um carro. A motivação e autoria do crime são desconhecidas. A ocorrência será investigada pela DEPOL local.

Pernambuco Notícias

Quilombo em Pernambuco está cercado por óleo de todos os lados


O quilombo de Mercês, no município de Ipojuca, litoral sul de Pernambuco, está sendo atacado por todos os lados. Enquanto tenta garantir a titulação do parte do seu território tradicional, que foi comprimido quando as indústrias do Complexo Industrial Portuário de Suape começaram a ser instaladas por ali em meados dos anos 1970, a comunidade descendente de negros libertos tenta sobreviver em um ambiente degradado. Derramamentos de petróleo no mar e nos mangues são as ameaças mais recentes para as 268 famílias.

Em agosto deste ano, parte do território tradicional da comunidade – reconhecida pela Fundação Palmares como remanescente de quilombo em 2016 – foi contaminada por um vazamento de petróleo da refinaria Abreu e Lima. A operação da Petrobras, um dos principais alvos da Operação Lava Jato, fica em Suape, a poucos metros das casas dos quilombolas.

Antes da chegada do complexo industrial de Suape, aproximadamente 3 mil habitantes ocupavam 4,7 mil hectares, desde a região da refinaria até as ilhas de Mercês, Cocaia e Tatuoca, onde os navios que chegam ao porto são atracados. Hoje, o território foi reduzido a menos da metade. Restaram cinco núcleos de moradias com cerca de mil pessoas – sendo cem crianças – em 1,6 mil hectares. Esta terra está ainda em processo de titulação.

No último dia 26 de agosto, uma enorme área de mangue – cerca de 4,5 hectares – foi impactada pelo vazamento de cinco metros cúbicos de óleo misturado com água proveniente da refinaria Abreu e Lima. Até então, era o único lugar onde os quilombolas, que vivem basicamente da pesca artesanal e da plantação de verduras e frutas, ainda conseguiam encontrar camarões para consumir e vender nos bares, restaurantes e feiras do litoral sul de Pernambuco.

Depois do incidente, a pescadora Marinalva Maria da Silva, de 53 anos, notou que os camarões do mangue ficaram escuros. “Pareciam queimados. Eu comi, não vou mentir”, confessa. Ela também disse que cardumes de pequenos peixes estão morrendo sem explicação.

Segundo a Petrobras e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), o poluente vazou da estação de tratamento de despejos industriais da refinaria. A agência informou que o escape aconteceu por uma perfuração em uma das tubulações, porém a Petrobras não detalhou as causas. As instituições informaram que a substância oleosa atingiu um córrego, mas foi contida antes de chegar ao mar.

A refinaria foi multada pela CPRH em R$ 705 mil pelo crime ambiental. O valor ainda não foi pago porque a Petrobras apresentou recurso administrativo no órgão. Além disso, a unidade de refino foi obrigada a aplicar um plano de remediação para a retirada total do óleo das áreas contaminadas.

Magno Araújo é líder comunitário do quilombo. Ele afirmou que os poluentes não foram drenados e em vez disso a área de mangue está sendo destruída. “Cortaram as árvores e agora estão jogando terra em cima. Ou seja, aterrando o mangue”, denunciou. A reportagem da Agência Pública visitou o local, que foi isolado pela refinaria Abreu e Lima, e viu trabalhadores aparentemente recolhendo o óleo, além das árvores cortadas.

“Muitos animais morreram, porém nunca soubemos a real extensão dos danos porque foi abafado”, observou o diretor de assistência técnica quilombola da prefeitura de Ipojuca, Jadson Rodrigo Barreto. Na época do vazamento, ele afirma ter visto sacos sendo retirados do mangue e jogados em caminhões de lixo com trituradores, por equipes que limpavam o local. Jadson acredita que animais mortos no incidente podem ter sido escondidos nesses sacos.

Diretor de controle de fontes poluidoras da agência estadual ambiental, Eduardo Elvino afirmou à Pública que “não viu esses sacos”. Ele confirmou que 12 animais foram resgatados sujos de óleo – apenas quatro sobreviveram. Um jacaré-de-papo-amarelo, espécie ameaçada de extinção, morreu. O diretor disse que o governo estadual tem acompanhado a limpeza da área e que o corte das árvores faz parte do procedimento para recuperação do solo.

“Fizemos uma visita ao território de Mercês e não identificamos manchas de óleo a olho nu. Também coletamos água e os resultados de contaminação foram negativos”, esclareceu.

Procurada pela Pública, a Petrobras informou que o material vazado “ficou contido exclusivamente em áreas internas da refinaria” e que “não foi constatada presença de óleo” nas inspeções feitas junto com profissionais da agência ambiental no rio Tatuoca, que margeia a comunidade de Mercês.

Apesar disso, os moradores do quilombo, profundos conhecedores do terreno onde habitam há gerações, dizem que os sinais de contaminação, como peixes mortos sem causa aparente, estão se espalhando. Eles temem o escoamento do óleo para outras áreas, caso o material não seja removido do mangue até o período de chuvas, que começa em janeiro.

Agora, a ameaça vem do oceano

“O governo de Pernambuco e a Petrobras se apressaram em dizer que nossa comunidade não tinha sido prejudicada no incidente da refinaria Abreu e Lima, mas fomos! Agora, outro vazamento nos ameaça. Estamos ilhados por dois derramamentos de óleo”, resume, em tom indignado, o líder comunitário do quilombo, Magno Araújo.

Ele se refere às imensas manchas de petróleo que começaram a surgir no litoral nordestino no final do mês de agosto, quase que simultaneamente ao incidente na refinaria. No dia 2 de setembro, as primeiras porções de óleo apareceram nas praias da região metropolitana do Recife. Em Suape, o vazamento da operação da Petrobras chegou a ser apontado como responsável. Porém, após análises, a CPRH concluiu que os materiais tinham composições diferentes.

Em dois meses, o derramamento de petróleo cru no mar já contaminou mais de 280 localidades no litoral brasileiro, sem que suas causas tenham sido explicadas. O caso já é considerado o maior desastre ambiental litorâneo do país. Somente em Pernambuco, mais de 1,5 mil toneladas de óleo foram retiradas das praias até agora, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente.

Para os quilombolas, o material tóxico, que tem hidrocarbonetos cancerígenos, começou a aparecer no último dia 20 de outubro. As manchas de óleo atingiram as ilhas de Tatuoca e Cocaia, dentro do território tradicional.

A reportagem foi até o local onde o governo de Pernambuco, por meio do porto de Suape, instalou barreiras de contenção para evitar que o material avance pelo rio Tatuoca e chegue ao mangue. O ponto é bem próximo das casas do quilombo. A bordo do pequeno barco do pescador Aldemir Minervino, de 38 anos, conhecido como Jessé, leva-se 15 minutos do núcleo de moradias até lá.

A barreira flutuante foi posta no dia 19 de outubro. Ela está em um local onde o Estaleiro Atlântico Sul, uma das indústrias de peso de Suape, construiu uma estrada, o que barrou o fluxo das águas no estuário do rio Tatuoca. O mangue e o rio estão de um lado do acesso viário, do outro está o mar. As boias de contenção do óleo ficaram do lado do mar, junto aos canos que passam por baixo da estrada, para que a água possa escoar.

“Quando a maré enche, a vazão da água suga as boias para os canos e elas afundam”, contou Jessé, questionando se a barreira é mesmo eficaz, uma vez que submerge de tempos em tempos.

O próprio Ibama reconheceu a ineficácia das barreiras de contenção em estuários como o do rio Tatuoca, porque o petróleo afunda na água doce, menos densa do que a salgada. Em seu site, o órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente informou que é difícil detectar o óleo derramado no litoral por satélites ou prever sua trajetória. Além disso, afirma que as barreiras são eficazes em correntes com velocidades de até 1 nó, ou 1,8 quilômetro por hora. “A vazão dos rios é muito superior”, diz o site.

Esses sistemas de proteção, embora não sejam eficientes, têm sido a única solução apresentada até agora pelos órgãos oficiais para reduzir os impactos da tragédia no Nordeste. Assim, em Pernambuco, rios como o Mamucabas e Persinunga, no litoral sul, já foram contaminados, além de pelo menos quatro áreas de mangue, de acordo com os balanços divulgados pela Secretaria de Meio Ambiente e a Marinha.

“Não sabemos se aqui isso também está acontecendo. Se o petróleo está passando por debaixo da barreira para local onde pescamos”, ponderou Magno Araújo. O problema é que, quando chega ao mangue, o óleo se torna mais difícil de limpar porque parte se mistura com a lama e não fica visível, segundo o professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE) Clemente Coelho. “O mangue é berçário de espécies. Se o mangue de Mercês já foi contaminado, os danos aos ecossistemas podem perdurar por anos”.

A agência ambiental estadual informou que está monitorando os poluentes nos locais atingidos e que fará um “teste para identificar hidrocarbonetos na água da região na próxima semana”.

“Podemos estar sendo contaminados sem saber”

O derramamento de petróleo nas praias é mais uma ameaça para os pescadores de Mercês. No entanto, todos os entrevistados pela Pública disseram que continuam pescando porque não têm certeza se os crustáceos e peixes estão contaminados.

“A gente sabe que alguns crustáceos, que são pescados pela comunidade no mangue, tiram a impureza do mar, como as ostras e os mariscos. Eles absorvem a impureza para si”, analisou Magno Araújo. O medo da intoxicação e a falta de informações claras tem prejudicado as vendas de pescados no litoral pernambucano.

Mesmo assim, nenhum dos pescadores do quilombo está entre os beneficiados com um seguro-defeso para áreas atingidas, anunciado pelo governo federal. Dos mil pescadores pernambucanos, apenas 400, que fazem parte da pesca da lagosta, terão direito ao valor de um salário mínimo.

O derramamento de óleo na costa pode acabar de vez com a pesca em Mercês, que já está difícil. Antes das instalações das fábricas em Suape, em um dia a pescadora Marinalva catava até 8 quilos de aratu (uma espécie de crustáceo) do mangue. O quilo do produto é vendido atualmente por R$ 45. “Aqui tinha cada ostra enorme. Tinha siris, muito caranguejo, mariscos. Está sumindo tudo por causa da poluição. Tem dia que a água chega a ficar prateada dos produtos que as fábricas jogam”, conta.

“A gente só voltava com o samburá [cesto de cipó para guardar os peixes] cheio. Essa semana saí às 23h30 e voltei às 4h com três peixes pequenos”, narra o pescador Jessé, contando que muitas vezes pega um ônibus para pescar a 20 quilômetros da sua comunidade, onde ainda precisa alugar um barco.

Águas e mangues estão contaminados. Os solos e o ar também. “Quando as indústrias soltam muitos gases, meu menino fica alérgico. A gente sente o mau cheiro”, conta Alda Maria, de 42 anos, mãe de Carlinhos, de pouco mais de 1 ano. Ela também desenvolveu problemas respiratórios, que atribui aos poluentes.

O marido dela, Carlos Aquino, de 47 anos, trabalha como vigia mas complementa a renda de um salário mínimo com a pesca. Eles não têm plano de saúde e moram em uma casa a 100 metros da refinaria Abreu e Lima. “Não queremos sair daqui porque é nosso direito”, afirma Alda.

A água que a família bebe vem de um poço. É o mesmo sistema usado na maioria das casas do quilombo. “Os derramamentos de óleo e de tóxicos no terreno podem contaminar lençóis freáticos, chegando aos poços, cacimbas e às plantações”, alerta o engenheiro agrônomo Marlon Araújo. Ele diz que ainda não foram feitos testes para checar o nível de toxicidade das águas e do solo do quilombo.

Silenciados diante da degradação constante de suas terras, os moradores de Mercês estão sendo esquecidos também na tragédia do petróleo que aflige o Nordeste. “Não sabemos se o petróleo chegou no rio e no mangue. Nem fomos orientados por nenhuma autoridade sobre o que fazer se isso acontecer. Podemos estar sendo contaminados sem nem saber.” , denuncia Marno Araújo.

Ineficiência agrava o desastre

A ineficiência nas ações de contenção do petróleo derramado no mar só aumenta o tamanho do desastre. O governo federal demorou 41 dias para acionar o Plano Nacional de Contenção (PNC) do óleo e até agora não há protocolos oficiais que orientem a limpeza nos manguezais e nos rios contaminados.

“Temos cobrado do Ibama que defina esse protocolo. É necessário que se faça um trabalho de mergulhadores e bombas de sucção para fazer a coleta em estuários”, apontou o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti. O secretário comentou ainda que, como o governo federal ainda não conseguiu identificar a fonte causadora do problema, há “uma grande incerteza se o vazamento terminou”.

O biólogo e professor da UPE Clemente Coelho explicou que os protocolos de limpeza são estabelecidos por comitês de planos de ação. O especialista lembrou que, em abril deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) extinguiu o comitê responsável por articular medidas em casos de desastres com óleo. “Assim, a contaminação nos estuários não foi evitada.”

Mariama Correia
Edição: Agência Pública
Brasil de Fato

Acusado de falso testemunho, porteiro que falou do “Seu Jair” deve prestar depoimento pela terceira vez


Bolsonaro durante churrasco em sua casa no condomínio Vivendas da Barra, no Rio (Reprodução)

O porteiro do condomínio Vivendas da Barra, que apontou que o ex-PM Élcio Queiroz foi liberado a entrar pelo “Seu Jair”, da casa 58 – onde mora Jair Bolsonaro -, ao ir ao encontros de Ronnie Lessa no dia do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes deve prestar novo depoimento após ser acusado, inclusive pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, de falso testemunho.

Segundo reportagem de Chico Otávio, no jornal O Globo nesta segunda-feira (4), o porteiro – que até o momento não teve a identidade revelada – deve ser ouvido pelos investigadores no Rio de Janeiro, mesmo com parte do processo tramitando no Supremo Tribunal Federal, por menção a Bolsonaro.

O funcionário do condomínio já foi ouvido duas vezes pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, antes da divulgação da reportagem pelo Jornal Nacional. Em ambas, ele teria confirmado que “Seu Jair” liberou a entrada de Elcio Queiroz.

Entenda
Segundo reportagem do Jornal Nacional, o funcionário depôs afirmando que recebeu a autorização do ex-capitão para deixar Élcio Queiroz entrar no condomínio para visitar Ronnie Lessa no dia 14 de março de 2018, data da morte da vereadora. O porteiro disse que “Seu Jair” deixou Élcio entrar e confirmou que sabia que ele não iria para a sua casa (58), mas para a de Ronnie (36).

Logo após o JN, o presidente fez uma live revoltado, surtando e atacando a Rede Globo pela reportagem. Nesta terça, ele ainda solicitou que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, participasse da investigação e entrevistasse o funcionário.

Por Revista Forum

Petrolândia: Curso de alongamento de unhas será realizado neste sábado e domingo (9 e 10/11/2019)


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Ligue agora e garanta sua inscrição 87 9 9650 4094.
Será realizado neste sábado e domingo, dias 9 e 10 no PETI - Avenida Prefeito José Gomes Avelar.
Maiores informações, ligue: 87 9.9650-4094



Redação do Blog de Assis Ramalho
Informação: Lívia

Controle Parental: 9 dicas para manter seus filhos seguros na Internet


A gente até costuma brincar: “Parece que essas crianças de hoje já nascem sabendo mexer nos computadores.” E é verdade! A proximidade com tanta tecnologia desde cedo faz com que nossos filhos aprendam rapidamente a se aventurar por computadores, celulares e tablets – e muitas vezes até melhor do que nós mesmas, não é mesmo?

O mundo da internet, então, com tantas possibilidades de diversão e informações disponíveis, é um prato cheio para os pequenos curiosos. Mas, como em toda atividade, nossos filhos precisam de orientação e regras para usar a rede sem riscos.

O próprio tempo em que eles podem ficar conectados deve ser combinado, afinal, existe muita vida real para ser vivida e hábitos como brincar ao ar livre com outras crianças, praticar esportes, ler um livro e fazer a lição de casa em um ambiente sossegado (sim, televisão e computadores desligados) precisam ser incentivados.

Muitas crianças já possuem telefone celular próprio e até mesmo o uso deste aparelho deve ser limitado. Existe hora para brincar com joguinhos e ouvir músicas e, com certeza, o período das aulas não é uma delas.

Logo abaixo você confere 9 dicas práticas e eficientes para manter seu filho em segurança durante o tempo em que ficar na internet.

A segurança das crianças na internet, aliás, foi um dos motivos que levou à reestruturação do novo site da Disney Brasil, que conta com uma nova plataforma de vídeos, com materiais rigorosamente selecionados para que os pais fiquem tranquilos com o tipo de conteúdo que os filhos estão assistindo.

Segurança é tudo!

1.Siga as regras
Redes sociais alertam para que menores de 13 anos não criem perfis pessoais. O ideal é que crianças não estejam por lá, mas se você achar OK o seu filho criar um perfil próprio, converse sobre a necessidade de acompanhar suas postagens e bate-papos e oriente-o a não divulgar informações pessoais, como: endereço, nome da escola que frequenta e local de trabalho dos pais.

2.Nada escondido
Mantenha o computador em uma área comum da casa, nunca no quarto das crianças. Assim, é possível que você esteja por perto sem precisar ser indiscreta.

3.Computador seguro
Mantenha o antivírus sempre atualizado e diga para seu filho pedir sua orientação antes de fazer download de conteúdos da internet.

4.Evite vídeos impróprios
Altere as configurações do Youtube, por exemplo, para que a ferramenta para navegação em modo seguro barre vídeos inadequados que podem aparecer durante a utilização do site.

5.Personalize a utilização
Crie perfis diferentes no computador para cada pessoa da casa. Assim você pode usar as ferramentas de controle de conteúdo de acordo com o usuário.

6.Discrição sempre
Celulares e computadores portáteis têm a opção de fazer o check-in mostrando o local que você está visitando. Oriente seu filho a não fazer esse tipo de publicação nas redes sociais para mantê-lo sempre seguro. Em jogos online o ideal é criar perfis com apelidos ao invés do nome completo da criança.

7.Use dispositivos de segurança
Empresas de segurança na internet, browsers e até o próprio Windows possuem ferramentas para controle dos pais, para filtrar conteúdos e definir horários de utilização da internet. Alguns desses dispositivos também enviam aos pais relatórios com os sites que foram acessados e aqueles proibidos que o usuário tentou acessar, além do contato das pessoas com quem houve bate-papo.

8.Conheça seu filho
Converse com seu filho sobre o que desperta o interesse dele na internet, saiba quais os sites que ele gosta de visitar e incentive-o a buscar conteúdo adequado à sua faixa etária.

9.Conversa e confiança
A melhor forma de contribuir para a segurança do seu filho na internet é explicar quais os riscos que ele está correndo e porque deve tomar cuidado. Fale sobre o perigo de assédio, sobre não compartilhar informações pessoais e não adicionar desconhecidos em redes sociais. Tenha uma relação baseada em confiança e respeito, com muito diálogo. Isso valerá para todo tipo de situação que ele passará na vida. 

Se ele souber que pode confiar nos pais para compartilhar todo tipo de experiência, não encontrará problemas para buscar a sua ajuda. A ONG Internet Segura, especializada em segurança na internet, disponibiliza uma cartilha virtual (https://internetsegura.br/adolescentes/) super bacana para crianças e adolescentes com dicas e orientações para o uso seguro da rede.

Fonte: Disney Babble via NetWorld Telecom

'O pior está por vir', diz Bolsonaro sobre manchas de óleo


O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite deste domingo que o vazamento de óleo que atinge o litoral do Nordeste foi criminoso e que manchas devem continuar chegando às praias porque "o pior está por vir ".

— O que chegou às praias é uma pequena parte do que foi derramado — afirmou o presidente sem explicar a origem dessa informação. — O pior está por vir, uma catástrofe muito maior que, ao que tudo parece, foi criminosa.

Bolsonaro disse, em entrevista à rede Record, que "todos os indícios levam ao cargueiro grego" que, no entanto, nega ser o responsável.

Também neste domingo, o Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMBio) anunciou a suspensão para visitação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos . A medida será válida por três dias, e foi determinada após a detecção de manchas de óleo na região.

Em comunicado, o chefe do parque, Fernando Repinaldo Filho, afirmou que a proibição ao acesso do público do permitirá atividades de prevenção, controle e remoção do óleo, além de evitar riscos à saúde pública. A decisão pode ser prorrogada ou extinta, dependendo do eventual aparecimento de novas manchas de óleo.
Turismo em risco

Enquanto isso, assustados com a chegada do óleo a suas praias paradisíacas, moradores de Pernambuco se organizaram rapidamente para limpar o estado. Mas, duas semanas depois do esforço coletivo ter sido iniciado, com as praias já sem vestígios de óleo, eles temem que seja tarde demais para salvar a alta temporada do turismo , que se aproxima.

Extra-RJ

SerraTalhada sedia o 14º Encontro Nordestino de Xaxado



A cidade de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, a 415 quilômetros do Recife, reúne, a partir da próxima quarta-feira (06/11) mais de 40 de grupos de todo Nordeste e várias outras regiões do país, no 14º Encontro Nordestino de Xaxado. O evento acontece até o próximo domingo (10/11), na Estação do Forró, escolas da rede pública de ensino, Pátio da Feira Livre e Sitio Passagem das Pedras, distrito da zona rural do Sertão do Pajeú. Quem abre a noite é o grupo “Cavalo Marinho Estrela de Ouro de Condado”, que representa uma das mais importantes expressões populares do Nordeste brasileiro, o cavalo marinho. Também vão estar presentes representantes culturais de Sergipe, Alagoas e Paraíba.

O Encontro inclui, além das apresentações do ritmo, outras linguagens, entre elas, oficina de Xaxado, feira de livros e artesanatos, mostra de comedoria sertaneja e cinema. Também terão vários shows com artistas consagrados, como Adiel Luna, Assisão, Mestre Baixinho dos Oito Baixos e Ricco Serafim, Henrique Brandão e Cesar Amaral.

De acordo com a presidente da Fundação de Cultura Cabras de Lampião, Cleonice Maria, este ano, o Encontro Nordestino de Xaxado traz uma atração inédita, o Böhmerlandtanzgruppe – “Grupo de Danças Terra da Boêmia”. O grupo, que conta com mais de 100 integrantes divididos em cinco categorias, fortalece os vínculos comunitários, bem como propaga a cultura alemã através da dança e do teatro. “Também vamos ter a apresentação da Companhia de Danças Populares Txai, uma das maiores atrações turísticas da cidade de Fortaleza, no Ceará, entre outros espetáculos”, garante Cleonice.

Toda programação do 14º Encontro Nordestino de Xaxado está disponível no site da Fundação de Cultura Cabras de Lampião, www.cabrasdelampiao.com.br.

O 14º Encontro Nordestino de Xaxado tem o incentivo cultural do Funcultura; Fundarpe; Secretaria Estadual de Cultura e do Governo de Pernambuco.

Serviço:

14º do Encontro Nordestino de Xaxado

Quando: 6 a 10 de novembro

Locais: Estação do Forró, Escolas da rede pública de ensino e nos Distritos da Zona Rural de Serra Talhada

Acesso gratuito
Programação completa: www.cabrasdelampiao.com.br

Best regards / Mvh,

Por
Valeska Araújo - Assessoria

domingo, novembro 03, 2019

Petrolândia: Homenagens no dia de Finados leva intenso movimento ao Cemitério Municipal




Como é tradição, no dia 2 de novembro, data dedicada à celebração da memória dos Finados. houve intensa movimentação no Cemitério Municipal São Francisco, em Petrolândia. Desde o início da manhã, familiares se dirigiram ao campo santo para homenagear, com velas, flores e zelo nos jazigos, os saudosos entes queridos. 

Em frente ao cemitério, muitas tendas e barracas colocavam à disposição dos visitantes o essencial para a visita. Velas, flores e coroas de flores estavam na lista de produtos à venda. Carrinhos de picolés, ambulantes com isopores e barraquinhas de lanches também ajudaram o público a enfrentar o sol forte. 

Como também já é tradição, empresas de planos funerários instalaram seus estandes e ofereceram serviços aos visitantes. A Rede SAF, com unidade inaugurada este ano em Petrolândia, ofereceu assentos, água e distribuiu flores, gratuitamente. Aferição da pressão arterial também esteve disponível para os visitantes. 

No interior do cemitério, membros da Pastoral da Esperança, grupo da Paróquia São Francisco de Assis, estiveram presentes para levar conforto espiritual aos visitantes. 

Além da intensidade da visitação e movimento do comércio, que promoveu uma renda extra para os trabalhadores, o que também chamou atenção no Cemitério Municipal foi a grande quantidade e localização das mudas de nim (neem indiano) ali plantadas. Apesar de a árvore ser famosa por destruir calçadas - já danificou várias em Petrolândia, inclusive em frente a escolas municipais -, várias mudas foram colocadas rentes ao muro e, estranhamente, junto de jazigos. Então, que se saiba, o nim, árvore não recomendada para paisagismo, agora é o único fantasma a rondar o Cemitério São Francisco, local que já deveria ter um plano de ampliação e/ou revitalização.

Em rede social, a leitora Daniela comentou matéria postada neste blog na sexta-feira (1º), com referência à ação da Prefeitura de Petrolândia para limpeza do Cemitério Público, providenciada às vésperas do dia de Finados. "Limpa só a frente, lá atrás está cheio de mato", reclamou ela.

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Redação do Blog de Assis Ramalho
Fotos: Assis Ramalho