A artrite reumatoide é uma doença crônica, inflamatória e sem cura, que atinge cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil. Os pacientes ficam com as articulações comprometidas e podem ter rigidez ou deformidade articular, o que dificulta atividades consideradas simples, como segurar um copo ou escovar os dentes. Segundo especialistas, o melhor momento para o início do tratamento é o período de até 12 semanas após o surgimento dos sintomas.
No Dia Mundial de Conscientização da Artrite Reumatoide, lembrado hoje (12), médicos destacam que a maior dificuldade para o tratamento da doença no Brasil é o acesso a um especialista da área. Reunidos no 32º Congresso Brasileiro de Reumatologia, evento que ocorreu entre os dias 7 e 10 de outubro, em Curitiba, eles destacaram que o grande problema no tratamento é a demora com quem o paciente chega ao consultório do reumatologista. Segundo especialistas, o melhor momento para o início do tratamento é o período de até 12 semanas após o surgimento dos sintomas.
Uma pesquisa do Instituto Ipsos, feita este ano, a pedido do laboratório Pfizer, em cinco capitais, constatou a demora em se obter diagnóstico para a artrite reumatoide. Segundo a pesquisa, que ouviu 200 pacientes nas cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte e do Recife, as pessoas passam geralmente por três médicos, em média, até o diagnóstico correto. Esse caminho até o reumatologista, que começa geralmente no clínico geral, pode levar dois anos.
“Sabemos que nem todo mundo tem acesso [ao médico reumatologista]. É comum que pacientes cheguem ao reumatologista cinco anos depois e vemos que o desastre já está feito. O problema não é a medicação, que está disponível na rede pública. O problema é ter acesso ao médico ou ao reumatologista”, disse a médica Rina Giorgi, diretora do Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e membro da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia.