Entre as irregularidades encontradas pelos fiscais estavam o armazenamento inadequado de defensivos, a presença de produtos vencidos em estoque, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) danificados ou mesmo a ausência deles e a reutilização de embalagens vazias de agrotóxicos. As visitas ocorreram entre os dias 15 e 19 deste mês e, ao todo, os fiscais emitiram 128 autuações.
O gerente da área vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), Daniel Aguiar, afirmou que a maior parte das irregularidades se deve à falta de assistência técnica. “O agricultor não faz a infração por ruindade, por querer ser ilegal. Ele faz por desconhecimento de que aquilo é incorreto ou faz mal. Um grande exemplo disso é ele colocar água em vasilhame de agrotóxico para a própria família. A gente espera um despertar para a legalização nessa ação de comércio e uso de agrotóxicos. Depois que passa a fiscalização integrada, observamos uma mudança no comportamento, como a construção dos depósitos e o descarte correto das embalagens vazias.”