Ela informou que, na última semana deste mês, será lançado o Prêmio Feministas Históricas para contemplar as que se destacaram na luta pelos direitos das mulheres e hoje têm mais de 75 anos. O prêmio, uma parceria entre a Secretaria de Políticas para as Mulheres e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, receberá o nome da escritora, por determinação da ministra.
Na cerimônia em homenagem a Rose Marie, a ministra demonstrou tristeza pela perda da amiga, dizendo que ela se foi, mas deixou o exemplo de sua vida. "Estou triste porque perdi uma amiga, porque sou amiga dela há muito tempo, e uma companheira, pelas mulheres terem perdido, e pelo Brasil ter perdido esta grande mulher.”
Eleonora ressaltou o legado extraordinário de Rose Marie com a publicação do livro Sexualidade da Mulher Brasileira - Corpo e Classe Social, que considera um marco em uma questão fundamental, que é a relação de classe social e sexo. “Foi uma pesquisa feita no Nordeste e no Sul, e foi um marco. Como O Segundo Sexo [livro da escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir], [a obra de Rose Marie] foi um marco. Aquele livro foi um marco também, porque cruza a discriminação de sexo, de gênero, com classe social, e ela mostra que as mulheres pobres e trabalhadoras deste país sofrem muito mais a discriminação sobre o corpo e a sexualidade”, ressaltou a ministra.