Os envolvidos são suspeitos dos crimes de falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O MP calcula que, em apenas quatro casos, o grupo, que agia há cerca de cinco anos, arrecadou R$ 35 milhões das vítimas.
Um dos principais métodos de ação do grupo era oferecer a médias e grandes empresas títulos públicos sem valor para serem usados para obtenção de créditos para pagamento de tributos federais, como o Imposto de Renda e a contribuição previdenciária. Segundo o promotor Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Lafaiete Ramos Pires, são títulos, muitas vezes, de entes já extintos da Federação, como o antigo estado da Guanabara. “Esses títulos, ou foram declarados inexequíveis, pelo próprio ente que os emitiu, ou pelo decurso do tempo, prescreveram”, explicou o promotor.