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Rafael Vieira/DP Foto
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reforçou, em entrevista à Rádio CBN Recife na manhã desta segunda-feira (24), que não há alternativas de nomes para disputar as eleições de 2026 no seu lugar, apesar de estar inelegível até 2030, e um sucessor só seria anunciado no caso de sua morte.
“Só eu morto que vão saber quem vai ser o outro candidato. Eu não ser candidato é uma negação da democracia. O plano B é Bolsonaro”, declarou o ex-presidente.
“Não pedi em nenhum momento para instituto de pesquisa colocar o nome da minha esposa lá, mas, curiosamente, ela aparece na frente do Lula. O Tarcísio aparece encostado. Acredito que qualquer um tem chance de ganhar do Lula no ano que vem”, complementou.
Apesar de defender sua própria candidatura, Bolsonaro ressaltou que há lideranças alinhadas com ele por todo o país, e ele não teria dificuldade em fazer sucessores.
“Tarcísio é um baita de um gestor, e está fazendo um trabalho excepcional em São Paulo. Lideranças que plantamos por todo o Brasil Você vê uma juventude conosco que não vê na esquerda. Não vê nome na esquerda. Se Lula resolver se aposentar, não tem um substituto. Teria o poste dele, que é o “Taxad”, que não agrega valor eleitoral no Brasil”, afirmou, se referindo ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Segundo Bolsonaro, uma prisão sua seria uma “arbitrariedade”, e se ele quisesse fugir, não teria voltado dos Estados Unidos, onde passou três meses no ano passado. “Estão forçando a barra. O que eles querem é me tirar de combate. Tenho certeza que se eu estiver elegível, me elejo presidente no ano que vem”, declarou.
“Tortura”
Bolsonaro chamou de “tortura” a postura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na delação do seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid.
“A delação do Cid é tortura. Vocês viram parte dos vídeos. Moraes ameaçando o pai, a esposa e a filha dele, e ele mudando seus posicionamentos. Quando ocorreu lá atrás algo parecido, menos grave do que isso, anularam praticamente todos os processos da Lava Jato”, disse o ex-presidente.
Ainda, Bolsonaro afirmou que o depoimento de Cid foi “conduzido”, apontando que ele fala sobre temas que não possui conhecimento, como fraude nas urnas eletrônicas.
“O Cid não é autoridade para discutir esse assunto. Reparou que ele entende de tudo? Está em todas. Está na cara que é um depoimento conduzido. O ministro (Luís Roberto) Barroso, em 2021, estava à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e incluiu as forças armadas na comissão de transparência eleitoral, não fui eu”, disparou.
Fraude nas eleições
Se defendendo da denúncia por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro voltou a citar o inquérito 1.361/2018, que tramita em sigilo no STF, e teria revelações de interesse público sobre o processo eleitoral.
O documento foi aberto para investigar as eleições de 2018, quando Bolsonaro afirmou que teria vencido ainda no primeiro turno. Questionado sobre sua crença nas urnas eletrônicas e no pleito de 2022, o ex-presidente disse que o inquérito “tiraria dúvidas”.
“Foi uma campanha esquisita. Não vi o Lula fazendo comício pelo Brasil, diferente de mim, que botei quase 1 milhão de pessoas na Esplanada no sete de setembro e motociatas com mais de 100 mil veículos, sendo bem recebido em qualquer lugar da nação, inclusive no Nordeste. Acho que isso brevemente será desvendado. Temos o inquérito 1.361, que o TSE faz todo o possível para mantê-lo confidencial. Está toda a verdade nas eleições do Brasil. Eu tenho conhecimento, mas se eu falar é um crime”, declarou.
Diário de Pernamuco
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