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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Malásia — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na manhã desta sexta-feira para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o Palácio do Planalto. De acordo com o governo, o presidente brasileiro defendeu a negociação sobre o tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil e classificou as alegações americanas para aplicadas das taxas como "infundadas".
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirmou em nota que a conversa ocorreu em “tom amistoso e cordial” e teve duração de uma hora e vinte minutos. No começo do mês, Lula indicou a aliados políticos que buscaria uma conversa com o presidente americano para os próximos dias.
Segundo o informe, as duas autoridades conversaram sobre temas como a imposição de novas taxas pelo governo americano aos produtos brasileiros, o combate ao crime organizado e conflitos internacionais.
Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, segundo o Planalto, Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) "são infundadas".
O governo brasileiro tem defendido essa linha nas mesas de negociação desde o começo desse processo. A avaliação é que essas medidas têm teor político, e aliados do presidente da República têm denunciado a atuação de adversários políticos, como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, para provocar essa taxação.
"Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil, quanto os Estados Unidos, afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. Reiterou a importância de trabalhar juntos para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível", afirma a nota do governo.
Na semana passada, o governo brasileiro informou ter notificado os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade em razão do tarifaço imposto aos produtos do país. O Brasil foi atingido por duas tarifas pela gestão de Donald Trump: uma de 25%, específica para o país, e outras de 12,5%, que atinge também outras nações. As taxas se somam, embora haja exceções para determinados produtos da pauta exportadora. A avaliação do entorno petista, no entanto, é que esse processo não avance neste ano. Eles defendem cautela para não tomar decisões precipitadas.















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