Por Isabela Camargo, Fernanda Vivas, Fábio Amato, g1 e TV Globo — Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou uma nota nesta terça-feira (17) após a operação da Polícia Federal (PF) que mirou servidores públicos suspeitos de vazar informações sobre dados autoridades e de parentes delas.
A investigação partiu de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo o comunicado, as apurações iniciais apontaram para "diversos e múltiplos acessos ilegais" por meio do sistema da Receita Federal.
O Supremo afirmou ainda que os vazamentos ocorreram para produzir "suspeitas artificiais, de difícil dissipação” (leia nota na íntegra abaixo).
"O caso não se exaure apenas na violação individual do sigilo fiscal, uma vez que a exploração fragmentada e seletiva de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional, tem sido instrumentalizada para produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação”, diz um trecho da nota.
A Corte detalhou que a operação desta terça faz parte dos desdobramento do inquérito das fake news, do qual o ministro Alexandre de Moraes é relator (entenda mais a seguir).
Na nota, o Supremo apontou ainda o vazamento de dados do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e mencionou que a PF continuará investigando o caso.
Outra novidade são os nomes dos alvos — até então mantidos em sigilo pela PF. A nota traz a seguinte relação de nomes:
* Luiz Antônio Martins Nunes;
* Luciano Pery Santos Nascimento;
* Ruth Machado dos Santos; e
* Ricardo Mansano de Moraes.






















